Loucuras de Carnaval
Passar o Carnaval numa fazenda não foi tão ruim quanto eu pensava, mesmo porque depois de enfrentar um velório, achei que seria ideal passar o Festival da Carne longe da barulheira dos salões e da folia, ir pra um lugar tranqüilo, descansar, e esquecer que existem problemas. Mas que engano! Lembram-se da expressão do inferno aos céus em três dias??? Então, aconteceu de tudo um pouco. Família falando bem e mal dos presentes e ausentes, barulho em excesso nas horas das refeições, reclamação na hora em que todo mundo decide tomar banho na mesma hora. Coisas de família grande e barulhenta (detalhe – a família não é minha, é minha ex-furura-quase-bi-futura-incerta família). Tudo bem, o Anjo (devasso, pornográfico, tarado, louco, caído) estava lá, e como já virou costume nas datas comemorativas, manchei novamente minha honra. A carne é fraquíssima, e arriscando ser pega com a boca na “botija” mais do que das outras vezes, sem ter como dizer "não é bem isso que você está pensando"... O pior foi que achei emocionante demais! Vai me dizer que com uma dose extra de adrenalina a coisa não fica mais gostosa do que já é? Tudo bem, concordo que uma pessoa dita “normal” nunca faria algo assim, e é verdade, eu nunca faria isso, no meu normal, mas como me foi apresentada a “situação", estava numa querência dos diabos, não tinha pra onde correr, a não ser “ajoelhar e rezar”. E que reza foi aquela, minha gente!
Beijos.
Mercedes





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